terça-feira, 18 de setembro de 2012

tardes revestidas pelos cobertores da noite.

Minhas tardes andam revestidas pelos cobertores da noite.
Esse misterioso tempo me desperta estranhezas.
Parece que impregnou em minha vida.
O tempo avançou sobre mim como sombra.
Eu assisti tudo da minha janela.
Espero por longos
E prolongados anos sua visita revestir-me de luz.
Com as malas nas mãos e como sego estou em meio a escuridão.
Não tenho notícias se serei feliz!
O destino dos amantes é sofrer
de apartidas, de inseguranças, de solidão.
Essa agonia comprimi meu peito.
O silêncio finalmente prevaleceu dentro de mim.
O calor da tarde não existe mais.
Apenas um vasto tempo de sobras...
Sem luz.


Partida

Você se foi.
Não ofereceu nenhum abraço na hora da despedida,
Mas um sorriso tímido.
Apartida convenceram-me a chorar.
Meus lábios trêmulos sem fala...
desejoso de gritos,
mas amarrado em um silêncio.
Quem ama não parte.
Quem ama permanece 
para manter o vínculo que amarra um ao outro.
Mas ela partiu.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sou metade que clama sua presença

Eu sou sua parte exilada.
Sou amigo das palavras que sobre a terra se encontram.
Na solidão...
No desassossego da saudade 
a ausência me faz desejar você.
Eu era sempre seco.
Eu te esperava.
Esperava como a terra espera a chuva embeber seus poros.
Retorno para casa regado de silêncio.
Carregado de tristeza.
Sem você sou metade que clama.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A vida rasgou aos poucos quem sou.

O tempo tem me ensinado.
A vida rasga aos poucos quem sou.
Nunca soube dividir minhas lutas.
Não tinha encontrado este Deus que João
atribuio o poder de recolher  os fardos.
O tempo retirou-me a competência,
a possibilidade do trabalho.
Sem ter aprendido a buscar as coisas do céu,
sem minha voz emprece,
sem nenhum louvor.
Estou tomado de uma debilidade
constrangedoura.
Medo
do escuro,
de ficar só,
de morrer só.


Terminou minha vida.
Só.

Se proteja

Não tenho nada na solidão deste tempo.
Quem quiser que se proteja.
A vida não espera.
Embreve será noite.
A vida nos dá a notícia,
lanças suas flexas.
E depois da noite,
o dia,
a solidão...
a frieza.


Saudades


O meu sonho é de tiver sorrir novamento
ao chamar meu nome,
Com um sorriso denuciado
atravessando a rua.
Desejo um dia,
apenas um dia
de sol,
de chuva,
um dia,
um dia feliz como o teu sorriso
e quente como tua pele.

sábado, 18 de agosto de 2012

velho deixa de ser velho e vira memória.

A minha verdade está amostra...
Assim como a ferida do meu coração.
O que desejaria eu,
um velho moldado pelos os dissabores da vida.
Sou meu conflito.
Com o passar do tempo
velho deixa de ser velho
e vira memória.
Sou prisionério da memória.
Vivo para preservar.
Uma presença morta dos já morridos.
Meu desejo é rasgar este papel no qual escrevo agora.
Quero o dom do esquecimento nesta hora.
Como pude ficar assim?
Eu estaria livre para aventura...
Minha vida foi sem muitas curvas.
O meu destino está paralizado, em minhas mãos,
em meu corpo. 


Sinto minha falta agora entendo.
Preciso me aceitar de volta.
Aceitar de novo esta comigo.